segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

César



César. Do autor de "Generais Romanos".
Já está disponível na BEGP o último livro de Adrian Goldsworthy

Em declarações à Lusa, Adrian Goldsworthy afirmou que Júlio César "era um talentoso político capaz de criar frases fortes que ainda hoje recordamos, mas que tinham o propósito de criar efeito junto das multidões".
"César era muito inteligente e foi isso que o diferenciou dos seus pares", e, segundo o historiador, cedo teve a percepção do poder da opinião pública.
"César. A vida de um colosso" é o título da biografia escrita por Adrian Goldsworthy, editada com a chancela da Esfera dos Livros.
Segundo o autor, esta biografia "faz incidir uma nova luz sobre o general e político que, apesar das grandes atrocidades que cometeu, teve em número maior actos de generosidade com os vencidos".
"Foi um político essencialmente prático, e os seus pares, que poderiam tornar-se líderes, não fariam melhor do que ele e haveria até mais possibilidades de serem piores", sublinhou.
Sobre como escreveu o livro, Goldsworthy indicou ter procurado "um outro olhar, ler de novo as fontes, excluindo o que se construiu em torno dele sem qualquer prova histórica".
A figura de César é, em seu entender, "de tal estatura que ainda hoje gera paixões, ou se ama ou se odeia, e procuram-se argumentos no sentido de cada uma das partes. O facto é que César era notável".
"Bom ou mau - prosseguiu - era um homem notável, inteligente, capaz de combinar tão díspares capacidades. Além de excelente general, escreveu sobre as suas batalhas, o que era raro, e esses escritos são ainda hoje clássicos da literatura".
O líder da República dos Romanos escreveu ainda um livro sobre gramática e outro sobre poesia.
"Os seus inimigos, que acabaram por o matar em nome da República, eram tão egoístas quanto ele, mas não tão eficientes, e serviam os interesses de uma pequena aristocracia que apenas queria enriquecer. O povo das ruas, os cidadãos, não queriam César morto", sentenciou Adrian Goldsworthy.
O autor, que se confessa "fascinado" pela figura de Júlio César, está actualmente a escrever um livro sobre o relacionamento entre Cléopatra e Marco António.
O próprio Júlio César "foi amante de Cléopatra", mas a sua vida privada é pouco explorada neste livro de 750 páginas.
"Apesar de a vida de César ser tão dramática que inflama a imaginação literária, não só pelos amores e relacionamentos, como pelas vicissitudes e pela sua personalidade, limitei-me a dar a conhecer o general e o político, fazendo enfoques na vida particular quando essenciais", esclareceu o historiador.
Segundo o autor, a relação de Júlio César com a mãe "foi muito forte até aos seus 30 anos, por exemplo, e isso teve importância, até porque a mãe, como qualquer aristocrata, era ambiciosa".
Adrian Goldsworthy visitou "quase todos os lugares onde César esteve", mas projecta "viajar e conhecer todas as províncias que constituíram o Império Romano, que foi de facto o maior de sempre, na medida em que os Romanos dominaram aquilo que virtualmente conheciam".
[http://tv1.rtp.pt/noticias/?article=167724&visual=3&layout=10 28.12.09]

terça-feira, 30 de junho de 2009

História e Literacias da Informação



O Dicionário Biográfico Parlamentar, recentemente publicado pela Imprensa de Ciências Sociais, constitui uma obra de referência fundamental.
As evidências, no entanto, mostram que poucas bibliotecas escolares a possuem e poucos são os professores e alunos que a consultam.
A biblioteca da Escola Secundária Gabriel Pereira não só adquiriu a obra, como através dos meios que possui produziu um tutorial em suporte vídeo - no contexto da oficina de formação "A utilização das TIC na aula de história" -, que mostra como deve ser utilizada.
Como exemplo de utilização, no contexto do programa do 12º ano, é abordada uma das figuras mais proeminentes do Estado Novo: António Ferro, um dos responsáveis pelo sector da propaganda do governo presidido por António de Oliveira Salazar.

Metodologia de Trabalho

A disciplina de história, ao nível do ensino secundário, implica o domínio de competências em informação. Conhecer e saber aplicar a metodologia básica para pesquisa, tratamento e síntese de informação, é por isso da maior relevância.
Para o ajudar, tanto na organização do seu trabalho diário como na preparação de trabalhos de pesquisa, foi desenvolvida no âmbito da oficina de formação "As TIC na sala de aula de história" uma apresentação das seis etapas que deve ultrapassar até à obtenção do resultado final.

domingo, 28 de junho de 2009

Johannes Vermeer



Leia o livro e veja o filme. A biblioteca, que já possuía o filme, adquiriu recentemente o livro sobre o qual foi escrito o guião.

O livro pode enquadrar-se na categoria de romance histórico e permite revisitar o período em que o pintor Joannes Vermeer produziu algumas das suas principais obras. Do ponto de vista cronológico a acção decorre na segunda metade do século XVII, um período determinante na história da pintura europeia.

Uma boa recensão critíca ao livro de Tracy Chevalier pode ser encontrada aqui e m resumo imagético do trabalho de Vermeer pode ser encontrado aqui.
No slideshare encontrará uma apresentação especialmente desenvolvida - no contexto da oficina de formação "A utilização das TIC na aula de história" - para enquadrar o filme.




De seguida é disponibilizado um pequeno vídeo que ilustra bem o mistério de se esconde por detrás de alguns dos retratos clássicos da pintura europeia dos séculos XVI (Leonardo e a Gioconda, por exemplo) e XVII, como é o caso reportado, que podem ter inspirado tanto o realizador Peter Webber, como a escritora Tracy Chevalier.

sábado, 27 de junho de 2009



Uma espécie de romance, um livro consultado e lido ávidamente por vários alunos da turma G do 10º ano, no contexto da rubrica programática relativa ao período de expansão do império.

Pode encontrar este livro disponível na biblioteca da Gabriel Pereira.


"O império romano foi criado e mantido através do seu exército, uma das mais eficazes e poderosas forças militares em toda a História, e do engenho e arte dos seus generais. De Scipio, Africanus que combinava o misticismo com uma determinação de ferro; a Aemilius Paullus, o conquistador da Macedónia; a Caesar, um líder agressivo e carismático, até Trajano o último grande conquistador, o historiador militar Adrian Goldsworthy narra, através destes generais, a história do Império Romano, a evolução do seu exército e do sistema político que o dirigia. De vitória em vitória, de conquista em conquista, estes generais foram figuras fundamentais na história de Roma. As suas tácticas, capacidade de liderança e decisões estratégicas marcaram durante séculos a arte da guerra. Mas, muitas vezes os homens que comandavam legiões dominavam também o Estado em tempos de paz." [http://www.esferadoslivros.pt/livros.php?id_li=%2074. Disponível em 26.6.2009]

Pode visualizar também a reconstituição de uma das batalhas mais emblemáticas do conflito que opôs Roma aos Partos(legendas em castelhano)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Casa do Pó; Portugal, a Inquisição, o Mundo Moderno



Ler história em forma de romance: conteúdos relacionados com a contra-reforma e a sua face cruel - a Inquisição. O romance de Fernando Campos parte de um personagem que "desconhece a sua ascendência e origem. Só um medalhão que traz ao peito desde sempre o pode levar a descobrir quem é. Um enigma humano e verdadeiro passado em Portugal no século XVI" Fernando Campos (n. 1924), A Casa do Pó (1986; 7.ª edição, 1991)

Os reflexos da acção repressiva da inquisição em Portugal continuam a ser objecto de grande polémica, sobretudo porque os historiadores admitem que terá influenciado o desenvolvimento do país, não só enquanto existiu mas também nos séculos posteriores.
Os média têm sido o espelho do debate que permanece. Parta do vídeo infra para a leitura do excelente romance de Fernando Campos. Também este livro pode ser requisitado na biblioteca....